«Os Feromona apresentaram ontem, num showcase de entrada livre no Bacalhoeiro (Lisboa), três músicas novas e gravaram o videoclip de Sábado à tarde. Depois de Desoliúde (2010), já fazia algum tempo que não tínhamos notícias da banda.» (Ler mais)
«Os Feromona apresentaram ontem, num showcase de entrada livre no Bacalhoeiro (Lisboa), três músicas novas e gravaram o videoclip de Sábado à tarde. Depois de Desoliúde (2010), já fazia algum tempo que não tínhamos notícias da banda.» (Ler mais)
«Cais do Sodré bem frequentado com boa música portuguesa. Na noite de apresentação da nova gama de artistas da Optimus Discos, destaque muito positivo para The Doups.» (Ler mais)
«Os Supernada, banda de Manel Cruz criada em 2002, apresentaram quinta-feira, no Lux, o seu primeiro álbum, Nada é Possível. A nostalgia que envolve o artista e todas as suas criações foi quase sempre substituída pela virilidade e pujança, com o público a prestar culto desde início.» (Ler artigo completo)
«O cruzamento de realidades tão opostas, numa vida entre a Mêda e Lisboa, permitiu-me comprovar uma suspeita antiga: pese o frenesim estimulante das grandes cidades, é bem mais saudável e igualmente “cool” crescer no interior do país.» (Ler artigo completo)
300 alunos numa manfiestação do Ensino Superior num momento em que as dificuldades por que passam (cada vez mais) estudantes crescem a pique.

No início do ano lectivo apareciam em primeiro plano da agenda reivindicativa as trapalhadas na atribuição de bolsas - e, mais grave, a insensbilidade dos critérios de atribuição - e as vozes de protesto e sofrimento de muitos que viam a sua continuidade nas faculdades por um fio. Mas há mais: o aumento do passe de transportes públicos, a subida do preço das melhorias nalgumas faculdades, as cantinas mais caras ou as dificuldades extra-faculdade que, naturalmente, os estudantes deslocados se vêem gregos para gerir. Mesmo que possivelmente desvalorizados na altura, alastram-se agora estudos que não deixam margem para desconfiança. A situação é bastante séria e um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade - o acesso igualitário à Educação - está a ruir.
A 29 de Novembro milhares de estudantes ocupavam por completo a Rua de São Bento, do Rato ao Parlamento; ontem, as notícias mais generosas apontam para 300. Estudantes amorfos é, talvez, a conclusão mais imediata. E a mais descabida.
É intrigante como, com a faca e o queijo na mão, os movimentos estudantis não conseguiram capitalizar o descontentamento e mobilizá-lo para a manifestação de ontem. O porquê de, com tanto consenso perante a necessidade de agir, as Associações de Estudantes não se terem vinculdado em peso (aliás, se terem mostrado, na sua maioria, contra). Ainda sem a alavanca institucional, o porquê de os estudantes não terem ido ao Marquês do Pombal por livre consciência expressar o seu desagrado.
Quanto às Associações de Estudantes, com óbivas responsabilidades na defesa dos estudantes, a razão não parece ser difícil de encontrar: percebeu-se, mais megafone, menos megafone, que em Novembro aquilo que havia sido combinado pelas AE's envolvidas na organização foi claramente deturpado. Não acredito que a mínima afluência dos alunos (plenamente informados da iniciativa) se tenha devido ao "baixar de braços" ou existência de outras prioridades para uma tarde de terça-feira. Acho, sim, que se sentiram instrumentalizados em Novembro quando, no calor do momento, foram impelidos, sem reflexão anterior, a entoar frases de ordem com as quais não tinham condições para saber se concordavam. Baldaram-se à manifestação porque lhes faz confusão a promiscuidade entre tantas facções protagonistas lá presentes que querem tirar proveito da voz estudantil para outras lutas. Pelas mesmas caras e pelas mesmas expressões, já mecânicas, que fazem parecer tudo tão presunçoso quanto irreflectido. Ou porque, manifestação de Novembro decorrida, não houve debates sérios e alargados sobre, vamos lá ver, propinas e Bolonha.
Os estudantes não quiseram comparecer porque, embora juntos numa luta, se recusam a sentir-se parte da manada. Porque, com tantas opiniões divergentes dentro das reivindicações, aparecem nas manchetes sempre os mesmos radicalismos descredibilizadores que partem de não-se-sabe-onde. No fundo, porque sentem que estas manifestações encomendadas não os representam. Porque, com a faca e o queijo na mão, são alimentadas as bocas que menos precisam.
O governo fica a rir-se de nós.
«As irmãs Pega Monstro apresentaram, no passado sábado, no Kolovrat – que sótão! -, o seu primeiro longa duração. A dose de insistente rebeldia mantém-se, mas agora menos desengonçada. Surpreenderam pela positiva.» (Ler mais)
O sucesso económico de um país, a longo prazo, assenta, entre outros investimentos, na educação da sua juventude.
Aos seis anos de idade tiram-nos de casa e metem-nos na escola para aprender a ler e a escrever. A partir desse momento, a educação para a vida, a nossa construção como homens e mulheres de amanhã – líderes políticos, legistas, deputados, arquitectos, engenheiros, pensadores, o que seja – é partilhada entre aquilo que é ensinado em casa e aquilo que é ensinado na escola.
A sede de lucros, a urgência no pagamento de dívidas externas e o equilíbrio das demais balanças comerciais faz com que as nações, e os seus respectivos sistemas de ensino, ponham de lado o ensinamento de certas capacidades cognitivas teóricas e, ainda pior, práticas.
Assim, assistimos à criação de máquinas dóceis e úteis à evolução económica de determinada nação, sendo posta de parte a educação intelectual dos jovens para um estatuto de cidadania pautado pelo pensamento próprio e intrinsecamente crítico, pela capacidade de discernimento e autonomia nas decisões da sua vida e por um grau de aprendizagem que transcende a memória e pode ser aplicado às vivências - estatuto esse que só pode ser dado através de um ensino para a compreensão e para o questionamento e não para a memorização. A educação em protocolo, que se transmite através de livros de instruções intitulados manuais de aprendizagem não é educação. Convenhamos: até um cão aprende truques. A humanidade encontra-se em regressão de valores e as democracias enfraquecem-se e só o ensino das Artes e das Humanidades às gerações do porvir podem evitar esse destino.
A literatura, a filosofia, a arte e, até, a ciência, são sombras daquilo que eram ontem. O desenvolvimento destas áreas sofre agora de um caso de letargia aguda provocada pela obtusidade de conceitos e ensinamentos, um desbobinar de lugares-comuns a um auditório de um quarteirão de mentes frescas, que aparentemente assim se prostra disponível a, infelizmente, comer e calar.
Esquece-se, porém, quem porventura manda que as ideias leccionadas, repetidas até à exaustão, testadas e avaliadas (para depois serem prontamente olvidadas), não nasceram do acaso nem tampouco de mentes sisudas e a juventude é obrigada então a suprimir a sua voz e a sua criatividade, objecto de uma educação para o fazer, não para o saber-fazer e muito menos para o duvidar e o questionar.
Muito se poderá fazer em prol da estabilidade económica mundial. Aceito, portanto, que se tomem medidas drásticas quando estamos perante uma situação dramática à escala global, mas pior que a crise que se vem alastrando desde 2008, é a crise que passa quase despercebida, tanto no seio da sociedade como nos media: uma crise cultural e educacional.
Nos Estados Unidos da América, a título de exemplo, a ex-candidata ao cargo de presidente Sarah Palin, disse certa vez num debate que, dos míseros 6% do PIB norte-americano que são usados para a educação, se deviam cortar os apoios às Artes e às Humanidades, visto serem matérias frívolas e sem qualquer utilidade económica para o desenvolvimento social de uma nação, a mesma nação que se diz a mais democrática do mundo enquanto gasta 56% do seu PIB em gastos militares. Não preciso de referir que a mesma Sarah Palin era candidata pelo partido republicano, conhecido pelo seu conservadorismo e pela aversão às igualdades sociais e demais ideias democráticas.
As Humanidades têm vindo a perder importância e destaque nos currículos profissionais nos países desenvolvidos. No Brasil, país ainda em desenvolvimento e uma das principais economias emergentes do mundo, a Filosofia acabou de ser incluída no programa educacional do ensino médio, equivalente ao ensino secundário português, enquanto cá a Filosofia, de um ano para o outro, passou de possível disciplina de ingresso para todos os cursos do ensino superior, para disciplina de ingresso em nenhum dos cursos.
O XIX e actual governo constitucional da República Portuguesa extinguiu o Ministério da Cultura sob o pretexto de contenção de despesas, porém o custo total dos subsídios de alimentação dos duzentos e trinta deputados do Parlamento português, que podem acumular cargos e que não têm, propriamente, um nível de vida precário, ultrapassa os dois milhões de euros. O IVA sobre os espectáculos culturais subiu de 6% para 13%, tendo estado ainda previsto subir para 23%, enquanto o IVA sob a prática do golfe, desceu para os 6%, ou seja, para quem manda, o golfe é considerado algo essencial.
Qual a razão destes ataques às Humanidades, às Artes e à Cultura?
Os aspectos humanísticos das ciências – a imaginação, a criatividade e o pensamento crítico rigoroso – vão perdendo terreno, enquanto as nações preferem procurar lucros a curto prazo através do cultivo em massa de capacidades e saberes adequados a esse objectivo.
Onde é que um aluno de Física ou Química é estimulado a fazer as suas próprias experiências, conseguir resultados por si próprio, demonstrar algo através das suas próprias equações? Em pouco ou nenhum lado. Em vez disso, vêm-lhe as experiências no livro da matéria explicadas por pontos enumerados, rigorosamente explicitadas para não haver margem de erro e, no fim, o professor pede um relatório, devidamente organizado, para realmente constatar que o aluno fez a experiência. Ao cultivarmos uma aprendizagem de repetição não vamos chegar a lugar algum. Enquanto não dermos aos nossos alunos liberdade para errar – não lhes fazermos a papinha toda, como se costuma dizer – não haverá liberdade para evoluir e melhorar.
É este tipo de ensino, o ensino das chamadas ciências exactas, que se encontra, actualmente, muito mais dignificado na sociedade, visto que um país que esteja num estado semelhante ao do nosso vai apostar cada vez mais nas engenharias e nas economias, porque é realmente o dinheiro a força motriz que move o mundo.
É por isso que as democracias mundiais estão em carência: há uma crise ética e educacional, uma escassez de valores, uma incapacidade de tratarmos o próximo em relação de afinidade mais que mero objecto de proveito, porque a pedra angular da democracia é o respeito, e para respeitar há que reconhecer que o outro é, de facto, humano como nós e não um simples objecto.
Só através do estudo da História, das Línguas e da Geografia nós conseguimos compreender o mundo em que vivemos e a sua complexidade, ainda mais na pequenez em que o mundo se tornou com a globalização, através do fomento do pensamento livre e crítico, da imaginação ousada e da compreensão da complexidade da realidade mundial em que vivemos, mormente numa altura em que dependemos cada vez mais de pessoas que não conhecemos, indivíduos de outras pátrias, raças ou credos, e eles dependem de nós. Todos os problemas que temos de resolver – económicos, ambientais, religiosos ou políticos – encontram-se projectados à escala mundial. Hoje em dia o problema de um país é um problema do mundo, porque os laços económicos assim o ditam. Dessa maneira, temos de ensinar aos nossos jovens que vivemos num mundo heterogéneo e que para o percebermos temos de perceber da sua história e das suas gentes. O conhecimento, é certo, não faz um bom cidadão, mas a ignorância construirá um mau cidadão sem noções do bem.
Dizia Sócrates que “uma vida não examinada não vale a pena ser vivida”. Examinar a vida é constatar que temos a capacidade de usar referências históricas no quotidiano, usar e pensar criticamente sobre princípios económicos, comparar diferentes visões de justiça social, falar uma língua estrangeira, apreciar a complexidade do relativismo cultural e da religiões do mundo, aceitá-las e respeitá-las. Possuir um catálogo de factos que nos possam ajudar a ganhar uma macheia de dinheiro num programa de TV sem ter a capacidade cognitiva de os juntar, ordenar cronologicamente, possuir todas as verdades do mundo mas com elas não conseguir construir uma narrativa que vá contra os dogmas mais antigos é quase tão mau quanto ser completamente ignorante.
É urgente deixar de ensinar doutrinas poeirentas aos nossos jovens e começar a transmitir-lhes que é necessário preservar e fazer crescer aquilo que tanto amamos: a liberdade. Liberdade de pensamento, de crítica, de educação; a liberdade ética, moral e religiosa – mas uma liberdade que esteja intrinsecamente ligada por laços indissolúveis à responsabilidade. Não podemos deixar que tudo isto fique apenas na teoria.
Lutámos pela liberdade de expressão e ganhámo-la após vários anos de opressão, apenas para não saber como ensinar as novas gerações a usá-la.

«A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria. O projeto criado pelo realizador Tiago Pereira completa hoje um ano. Do rock à mais recôndita música tradicional, a videoteca da MPAGDP constituiu-se como uma referência incontornável de todos os géneros da música nacional. A celebração do 1.º aniversário é no Musicbox, a 20 de janeiro». (Ler mais)
Não tenho resoluções de ano novo nem me concentrei em desejos para 2012. Passou tudo tão rápido que ainda sou rapaz para me enganar a escrever a data. "Depois da bonança vem a tempestade" é obviamente acertado. Como já aqui disse, os esforços devem centrar-se apenas em alargar o período da bonança. Enquanto não tiver tempo para publicar no Nódoa Offline - há muito que não lhe dou a atenção que merece - é bom sinal, porque ando metido noutras aventuras. O problema é quando, como agora, tenho tempo e vontade, mas custa engrenar duas frases interessantes.
Nódoa Offline is not dead. Já pensei em apagar alguns posts mais antigos, irreflectidos e com os quais hoje já não concordo. Ou pior, dos quais já não gosto. Mas seria injusto deitar para o lixo aquilo que é, afinal, parte da minha adolescência. Ai que crescido que estou desde 2008. Isto para dizer que uma lufada de ar fresco - se assim se cumprirem as minhas intenções - reanimará daqui a uns tempos este espaço.
Embora seja muito giro o momento em que me sinto impotente para descrever o que vejo à minha volta.
«Pelo 2.º ano consecutivo a JS Mêda junta-se à Federação Distrital da Guarda e promove durante o mês de Dezembro a Campanha “Jovem Solidário – Ajuda-nos a Ajudar”. Esta iniciativa solidária dos jovens socialistas do distrito da Guarda consiste na recolha de brinquedos, livros e material didáctico em vários locais do distrito (...)» (Continuar a ler)
«Os Mesa estão de volta e apresentaram o seu novo álbum ontem no Teatro Vilarett, num concerto curto e quase sempre pouco entusiasmante. A casa ficou pela metade.» (Continuar a ler)
«Manuel João Vieira está aí para as curvas. Com meninas roliças, entenda-se. Os Ena Pá 2000 têm um álbum novo, O Álbum bronco, e apresentaram-no ontem no Music Box, em formato rapidinha. O showcase teve entrada livre. Abarrotou: de gente e de erotismo com poucos eufemismos». (Continuar a ler)
«No primeiro dia a fasquia tinha ficado elevada e a segunda noite de Vodafone Mexefest manteve o nível, desde a técnica aprimorada de Filho da Mãe e WE TRUST até ao descontrolo proporcionado pelo rock rebelde d'Os Velhos e Blood Red Shoes. Com os passes esgotados, a pior parte foram as enormes filas de espera para os concertos e a frustração de quem, com bilhete, não pôde assistir a tudo o que queria». (Continuar a ler 1 e 2)
«Pais e filhos de abril no Coliseu. Mais pais, que viveram o florescer da liberdade e agora a vêem ser lentamente amputada. O concerto foi de apresentação de «Mútuo Consentimento» – de teor não tão interventivo –, mas era impossível contornar o ADN de Sérgio Godinho e a situação atual do país. Durante quase duas horas, o cantor, acompanhado pelos Assessores e, a tempos, pelo grupo Roda de Choro de Lisboa, percorreu os 40 anos de discografia e deixou um Coliseu quase cheio absolutamente extasiado». (Continuar a ler)
«Com gestos suaves e palavras a condizer, o novo disco de Paulo Gonzo faz mais uma viagem entre a pop, a soul e o blues. Através de canções que ficam no ouvido, “Só Gestos” promete infiltrar-se, de mansinho, nas playlists das rádios nacionais». (Continuar a ler)